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A Paternidade


Convido a todos à uma pequena e singela reflexão sobre a PATERNIDADE, e tomamos aqui como e por referência para esta conversa – que pretende igualmente impulsionar à oração – a figura do Glorioso São José, homem justo e pai admirável.


Falar sobre São José e sua inviolável paternidade é tratar do modo com o qual Deus optou por manifestar-SE como PESSOA, enquanto PAI, MISERICÓRDIA, ACOLHIMENTO e CONTEMPLAÇÃO.

Ser pai ou tornar-se Pai? (Ninguém se torna pai por acaso – é uma escolha livre e consciente).

Pai biológico ou Pai adotivo? (É o menos importante... o mais importante é o exercício da paternidade com respeito e ternura).


Pai-pai ou Pai-mãe? (Que diferença faz se o que é exigido de nós é o SER-PRESENÇA e reconhecimento da sagrada presença do OUTRO nas nossas vidas).


Pai vivo ou Pai falecido? (O importante é abraçar a alma e em alma a vida a nós confiada).

Pai vida ou Pai morte? (Quantos geram e não paternam ao promover a morte do gerado sem o SER do FILHO). Eis um dom que com consciência e liberdade abraça-se ou não.


São José nos ensina a silenciosa paternidade diante das adversidades e dos desafios que o mistério próprio dessa missão coloca sobre os ombros de todos aqueles que optam por deixarem-se transformar pela VIDA na sua vida. Convido a todos a um mergulho na missão da paternidade e fazer dela uma oração, na simplicidade e na humildade, na coragem e na docilidade do ato de PATERNAR.


Paternar a Paternidade

Não basta gerar, necessário se faz paternar. E o que significa isso?

Signifca envolver-se, significa doar-se, significa significar e dar sentido à vida .

Paternar a paternidade significa ter o peito rasgado para alimentar de alma a existência.

Paternar a paternidade significa não carregar no ventre, mas carregar no espírito livre a vontade de dar vida à vida que a nós foi confiada.

Paternar a paternidade significa silenciar-se diante do mistério da Bondade, da Beleza e da Verdade de um Deus que em sua misericórdia quis ser PAI na paternidade humana na pessoa humilde do glorioso São José.

Paternar a paternidade é caminhar na escuridão, porém deixando-se guiar em silêncio pela voz divina, como fez São José.

Paternar a paternidade é doar-se na infinita doação do JUSTO São José que em nada esvazia-se em relação a Divina Maternidade de Maria.

Paternar a paternidade é deixar-se imergir na obscuridade do desconhecido, na obscuridade da angústia que impulsiona a emergir para o sentido e significado na vida.

Paternar a paternidade é ser presença, é responsabilidade, é reconhecimento do outro, é liberdade diante do rosto do OUTRO.

Paternar a paternidade é ser coragem, ser fé, ser amor, ser esperança, ser respeito e proteção.

Paternar a paternidade é viver e ensinar a força e a coragem da sensibilidade e da delicadeza .

Paternar a paternidade é deixar-se tornar figura decisiva para o vínculo do filho com Pai-AMOR (Deus).

Paternar a paternidade é expor-se em gestos no pátio da vida.

Paternar a paternidade é não abortar a vida fora de nós, pelo abandono, pela falta de amor, pelo desprezo, pela frieza.

Paternar a paternidade é proteger sem poupar, é carregar sem impedir de andar, é esclarecer sem tapar a visão.

Paternar a paternidade é estar atento à voz divina que nos impele a não ter medo, pois “[...] José nao temas [...].

Paternar a paternidade é seguir o exemplo do Glorioso São José na vida “oculta”, porém de intensa intimidade com Deus – fundamento de toda santidade.

Paternar a paternidade em um tempo de inverdades sobre a família é voltar-se àqueles dispostos à força e à virtude no desempenho de sua sacra missão.

Ao paternar a paternidade São José esvazia-se de si mesmo e mergulha-se no silêncio carregado de linguagem e de significações, a exemplo de seu FILHO – adotivo ou não – que esvaziou-se por amor.

Ao paternar a paternidade São José, com toda sua nobreza, honra e dignidade, dedicou-se a AMAR tão profundamente o FILHO.

Paternar a paternidade é ser vocacionados do e ao AMOR incondicional que nos encaminha para o céu.

Paternar a paternidade exige o entrelaçamento e a vivência da filialidade na força da Aliança.

Paterne a paternidade com honra e dignidade, não só seja um genitor.

Feliz Dia!!!

Valei-nos Glorioso São José

Donizeti Pessi

Pai da Sofia (10 anos) e da Ana (6 anos). Professor da Faculdade Sant’Ana nos Departamentos de Filosofia e Psicologia. Doutor em Educação (UEPG) Mestre em Teologia (PUCPR) – Especialização em Filosofia Contemporânea (FACEL) – Licenciado em Filosofia (Faculdade Bagozzi) – Licenciado em Pedagogia (UNINTER).

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