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A minha experiência como avó


Certa vez ouvi um avô dizer que “Os netos são filhos com açúcar”. Descobri que essa frase havia se tornado um ditado popular. No entanto, foi no momento em que me tornei avó que pude entender na íntegra o significado e o valor dessas palavras.


Não demorou muito para perceber que, com as transformações culturais acompanhadas por um novo modelo de estrutura familiar, o meu papel também passou por um processo de adaptação, ou seja, ser avó, em tempos modernos, emergiu com uma roupagem nova, a veste da experiência, da sabedoria e da inovação. Não me enquadrava nem mesmo nas entrevistas contidas nos livros escolares que direcionavam o trabalho pensando naquela avó de muitos anos atrás ou retratada nos livros infantis, geralmente com um coque na cabeça, cabelos grisalhos, fazendo apenas trabalhos manuais ou preparando quitutes saborosos. No início fiquei um pouco desconcertada, mas a cada nova experiência percebi que o meu perfil de avó era outro, fora dos padrões idealizados pela sociedade. Senti que ser avó era simplesmente extravasar o amor amadurecido pela dádiva de ser mãe e que, na versão atual, muitas vezes era necessário um reinventar para ser protagonista de uma história em uma nova época.


Percebi que ser avó, nos dias de hoje, vai além do mimar e do cuidar dos netos. É preciso participar e amar com responsabilidade. Minhas maiores lembranças foram marcadas pelos momentos em que passamos juntos, no Colégio, meus netos como alunos e eu como profissional. Quando eram menores, pelas brincadeiras enquanto dava-lhes carona até à escola e, no decorrer dos anos, acompanhando-os em todas as atividades desenvolvidas pela instituição. Tudo isso acrescido pelas noites do soninho recheadas de guloseimas, das idas ao estádio de futebol ou finais de semana inesquecíveis. E a alegria se multiplica ainda hoje quando os ouço dizer: “Vó, eu te amo! Eu te admiro muito! Você pensa jovem... Com esse dinamismo vai durar muito... Quero te ver velhinha e de cabelos brancos...Quero ser como você”!


Ser avó é viver cada dia assumindo o compromisso de orientá-los para o bem, de ser exemplo, de acolher os seus amigos, os netos que a “Família Sant’Ana” me deu, de transmitir segurança e encorajá-los, de incutir valores para melhor integrá-los à sociedade, de estabelecer limites, de transmitir sabedoria, de proporcionar momentos em família e de ensiná-los “A SER FAMÍLIA”. Ser avó é viver o tempo do amor ternura, o amor refinado, dar qualidade ao tempo que se tem com os netos, sem precisar fazer agendamento prévio. Ser avó é viver cada momento com intensidade, na esperança de um dia ser eternizada com carinho, nos ensinamentos absorvidos por toda uma vida na vida dos netos, os filhos do coração açucarado. Ser avó é uma bênção!

Alguns momentos com vovó Cleci


Cleci de Fátima Tramontin - avó do João Guilherme do Felipe e da Alana

Coordenadora Pedagógica – Colégio Sant’Ana

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